Ads Top

Empresas Júnior têm 20% de lideranças LGBTQIA+

 


Foto: Reprodução 

Levantamento feito pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior), que representa o Movimento Empresa Júnior (MEJ) em todo o país, revela que 20,2% dos empresários juniores se auto declaram parte do grupo LGBTQIA+, e, dentre as lideranças e cargos diretorias dentro do MEJ, essa porcentagem aumenta para 22,81%. Esses números contrastam com a realidade do mercado corporativo do país, que ainda engatinha no quesito diversidade de gêneros. Dados da Gestão Kairós, especializada em sustentabilidade e diversidade, revelam que em nível de gerência ou acima, nas grandes empresas, apenas 1,21% e 0,08%, respectivamente, contam com pessoas LBTQIA+.


A diversidade LGBTQIA+ no mercado de trabalho, apesar de alguns avanços nos últimos anos, ainda é tratada como um tabu em muitas empresas. Principalmente quando se fala em liderança e cargos executivos. De acordo com estudos feitos pelo Center for Talent Innovation, no Brasil, apenas cerca de metade dos funcionários LGBTQIA+ se sentem confortáveis para assumir a sua orientação sexual ou identidade de gênero no ambiente de trabalho. Além disso, esses dados também revelam a relutância mantida por diversas empresas em relação à contratação ou efetivação de membros da comunidade, independentemente da área de atuação e de suas qualificações.

- O Movimento Empresa Júnior tem consciência que ainda tem muito a evoluir, pois somos um recorte da sociedade. Porém, olhar para nossos defeitos e se comprometer a agir nos mantém em evolução constante. É assim que criamos pouco a pouco um espaço seguro para um MEJ mais diverso. O MEJ abriu as portas para uma presidente mulher, negra e LGBTQ, assim como para várias outras lideranças diversas ao longo do país. E depois que nós ocupamos esses espaços, não vamos parar mais. E fazemos questão de abrir as portas para os que virão em seguida. O mercado que nos acompanhe! - acrescenta Fernanda Amorim, Presidente Executiva da Brasil Júnior.

Outro dado da mesma pesquisa realizada Brasil Júnior aponta que 0,39% dos empresários juniores se identificam como não-bináreis, ou seja, pessoas que não se identificam completa ou parcialmente com homem nem mulher. As mulheres transgêneros representam 0,19% dos empresários neste segmento e os homens trans, 0,13%, o que reflete que ainda há um longo caminho pela frente, não só dentro do Movimento Empresa Júnior, mas também dentro das próprias instituições de ensino superior, e que ter a consciência dos números é o primeiro passo para a atribuição de responsabilidade para um MEJ cada vez mais diverso e inclusivo.

Com isso, além de ter a diversidade e as cores do Brasil como um dos pilares principais do Encontro Nacional de Empresas Juniores em sua edição de 2021, a Brasil Júnior vem, durante o mês do Orgulho LGBT, reforçando a necessidade de discussão sobre a temática e promovendo uma série de conteúdos em seu Instagram (@bjnoinsta) e no seu podcast bit.ly/BjCast com o intuito de ampliar essa consciência dentro do MEJ e caminhar para que a diversidade seja cada dia mais intrínseca.
Tecnologia do Blogger.