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Livro ‘A Vida Sem Crachá’ é lançado em Salvador; confira a galeria


Na noite da última terça-feira (2), a jornalista Claudia Giudice lançou o seu primeiro livro “A Vida Sem Crachá”, na livraria Saraiva, no Shopping da Bahia, em Salvador.
“Este livro conta um pedaço dessa história. Claudia se viu obrigada a abrir mão de uma carreira na qual apostara todos os seus esforços e todo o seu talento ao longo de 23 anos. (…) Em vez de cair no desespero, porém, decidiu transformar o limão numa limonada”, diz Laurentino, no livro.
Plano B – Junto com a sócia Nil Pereira, Claudia fez da praia de Arembepe (a 30 km de Salvador) o seu escritório, onde administra a pousada A Capela. Em A Vida Sem Crachá, ela conta como fez o seu plano B virar plano A, através de relatos bem-humorados, objetivos e sem exagero no sofrimento.
A autora narra como manteve a viagem de férias para os Estados Unidos logo após ser demitida e como os cortes financeiros, no retorno, foram essenciais para não cair. Ou seja: nada de carro. Só bicicleta, ônibus e metrô. A TV por assinatura ganhou um plano mais barato, as duas linhas de celular viraram uma só.
“Pra quê fiz isso? Pra ter tranquilidade e paz de espírito. Fiz como estratégia de poder pensar na minha vida”, afirma Claudia. O gasto com as roupas também diminuiu. “Se bobear, se  conseguir manter a silhueta, não preciso mais de roupa pra o resto da vida”, completa rindo. Em seguida garante que sempre foi rigorosa na gestão do dinheiro e o patrimônio serviu de base para uma vida confortável.
Autoajuda –  “A Bahia me deu régua e compasso”, brinca Claudia ao lembrar que veio para a Bahia, pela primeira vez, no Carnaval de Salvador, em 2007, trabalhando com a Contigo!. Hoje, ela divide-se entre São Paulo (de segunda a quinta) e Arembepe (de quinta a segunda). Na primeira, estão família, amigos e o filho, Chicão, 13 anos.
Na Bahia também estão os amigos, mas principalmente o trabalho. “Trabalho que adoro fazer, mas que é trabalho. Faço compra, preparo café da manhã, vendo diária, atendo hóspede, faço atendimento do restaurante e cuido da administração”, enumera.
Tudo isso é contado no livro, que “é 100% autoajuda”, assume. “Mas com linguagem jornalística e histórias”, completa. Como boa jornalista, ela conta histórias de empreendedores que cruzaram seu caminho, como o menino João, 13 anos, que viu em um engarrafamento na Estrada do Coco uma forma de lucrar vendendo água mineral.
“Livro de autoajuda acaba sendo chato, porque é só regra, conselho. Tentei trazer histórias da vida real, personagens de verdade, e misturar isso a minha experiência. Seja no momento pé na bunda ou no papel 100% empreendedora”, explica. “Espero que alguém que esteja tentando um plano B encontre um alento, uma inspiração”, provoca.

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