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“Racismo nosso de cada dia” é tema de mesa-redonda amanhã (9), 10h, na Facom





Desde 2005, a Universidade Federal da Bahia implantou o sistemas de cotas, que, na época garantiu 45% das vagas do ingresso no vestibular para estudantes negros e indígenas. Nesses 9 anos, a cor da universidade mudou, e muito.

É notável o número de negras e negros dentro da maior universidade da Bahia. Só que a discussão sobre racismo não cresceu na mesma proporção. No entanto, ainda são poucos os espaços onde a universidade se põe a discutir o tema.

Por isso, estudantes negras e negros da Faculdade de Comunicação se uniram em torno do tema racismo para discutir, dentro da instituição, as relações sociais que levam ao racismo. A mesa 'Racismo nosso de cada dia: micro e macro relações raciais (em Salvador)' acontece na próxima quinta (9) às 10h, no Auditório da Facom. O encontro se propõe a debater como o racismo é reconhecido e enfrentado em Salvador, uma das cidades do país com maior percentual de autodeclarados negros e pardos.

Nomes conhecidos na cidade como Vovô do Ilê, Lindinalva Barbosa, Evani Tavares, Hamilton Borges e André Santana se reunirão para conversar com estudantes da Ufba e o público em geral sobre os ataques sofridos pela população negra na cidade. Eles trarão para a discussão temas como a participação do negro nas artes, no carnaval, além do lugar do negro na periferia e da mulher negra na nossa sociedade. A mesa é aberta ao público.

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