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Especialista explica como é feito o exame para detectar a temida clamídia



A Organização Mundial da Saúde estima que ocorram, anualmente, mais de 90 milhões de novos casos de infecções por clamídia em todo o mundo. Isso acontece porque a infecção não apresenta sintomas em até 50% dos homens e em 70% das mulheres. Existe um exame de DNA que ajuda a diagnosticar uma das mais comuns Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST´s) do mundo, a clamídia. 

Jaime Rocha, infectologista do Delboni Auriemo, explica que a detecção do DNA da Chlamydia trachomatis por meio da análise de secreções genitais é útil para estabelecer o diagnóstico do agente infeccioso, que cresce exclusivamente dentro das células do portador. A sensibilidade dos testes de amplificação de DNA é em torno de 20% maior do que a da cultura do material genital. “Os benefícios são a sensibilidade aumentada e a possibilidade de se utilizar urina para a detecção de DNA da clamídia, o que simplifica a coleta”, explica.

Rocha descreve que a Chlamydia trachomatis é uma bactéria e acomete geralmente a uretra. O homem, ao ter relações com alguém infectado, tem 50% de chance de se infectar. A incubação acontece entre três e cinco semanas e, durante este período, há grande chance de transmissão da doença.

A infertilidade masculina e a transmissão da mãe infectada para o feto são as complicações mais temidas. “Mas o maior impacto da infecção por clamídia ocorre no sistema reprodutivo das mulheres”, revela o especialista. Na mulher a infecção por Clamydia pode levar à doença inflamatória pélvica (DIP), gravidez ectópica e desconforto abdominal crônico, além de infertilidade em algumas mulheres. “Cerca de 10 a 15% das mulheres infectadas com a Chlamydia trachomatis desenvolvem DIP”, lembra Rocha.

De acordo com o infectologista, o tratamento é feito com antibióticos, devendo envolver os dois parceiros. “Em geral, o tratamento é bem sucedido”, finaliza.


Do Mixbrasil

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