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Cartilha Copa sem Racismo é lançada na Bahia


A definição do crime de racismo, as penalidades previstas na Constituição, o histórico do fenômeno no Brasil, as ações integradas dos governos federal, estadual e municipal e das entidades negras para combatê-lo são os principais temas da cartilha “Copa Sem Racismo”, lançada hoje, pela manhã, 26.06, no Centro Aberto de Mídia da Bahia (CAM-BA).
Iniciativa integrada das secretarias de Assuntos da Copa (Secopa) e Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), a cartilha será distribuída em locais de grande circulação, nos 30 municípios baianos onde ocorrem eventos da Copa do Mundo. A tiragem é de 100 mil exemplares.
“Enquanto existirem pessoas que entendem a cor da pele como fator de diferenciação entre pessoas, será necessário combater o racismo”, disse o scretário Ney Campello, da Secopa.
O secretário de Promoção da Igualdade Racial do Estado, Raimundo Nascimento, ressaltou que a cartilha faz parte de um conjunto de iniciativas dos governos federal e estadual para combater o racismo estrutural da sociedade brasileira, iniciado com a posse de Luis Inácio Lula da Silva na presidência da República, em 2002, quando foi criada a Secretaria Nacional de Promoção da Igualdade Racial, com status de ministério.
Na Bahia, em 2006, com a posse de Jaques Wagner, foi criada a Sepromi estadual. Nascimento citou também a política de cotas para negros na UNEB, primeira instituição universitária a adotá-la, e o Estatuto de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia entre as principais iniciativas para combater o racismo na Bahia. Enquanto no Brasil, observa ele, 52% da população é negra, na Bahia esse percentual é de 80%.

Compareceram também à cerimônia, o deputado federal Luiz Alberto, a secretária Estadual de Comunicação Social, Marlupe Caldas, o coordenador do Centro de Referência de Combate ao Racismo Nelson Mandela, Ivonei Pires, da Uninegro, Darci Xavier, a ex-vereadora Olívia Santana, o diretor da Editora de Humanidades, Jorge Freire, e o professor doutor Hélio Santos, da Faculdade Cayru, entre outras lideranças do movimento negro na Bahia.

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